Do Olhar e pelo Olhar de Garrett
Seus olhos – se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino. Divino, eterno! – e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda alma senti…
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.Almeida Garrett
(Em agradecimento e homenagem ao Prof. de Literatura, pelo poema e por tudo o que me ensinou na escola e na vida, sempre grata, com votos de sucesso no novo rumo profissional que alcançou.
Da amiga e sempre “aluna” de todas as escolas onde há saber a adquirir…)










Conheço esta cor de olhos de algum sítio…
Ana Maria
Muito obrigado. Sempre com as suas amabilidades e doçuras. Com saudade e muita honra em ter sido seu professor deste aluno das escolas da vida, como a Ana Maria tão bem menciona.
Beijos
Araújo