D’Ouro numa Canoa…

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“D’Ouro numa Canoa”

Partir de Freixo de Espada a Cinta até ao Pinhão remando uma singela canoa…

Ultrapassar as vicissitudes da construção da nossa própria canoa, mas ter o prazer de a Construir… construirmo-nos… porque será “nela” que navegaremos até ao fim.

  • Suportar estoicamente as impertinências de mosquitos, melgas e outros insectos; destilar sob um calor tórrido; ser arrebatado de um sono merecido pelo estridente ruído de um comboio; abdicar de alguma privacidade e adaptar-se às condições oferidas pela natureza e à colaboração do grupo; remar com vontade mas com o ritmo adequado; esquecer as dores musculares, os arranhões e as marcas na pele; esperar pela abertura das eclusas das barragens; cumprir com as regras e respeitar os perigos da navegação em água doce; compreender e aceitar para uma integração assertiva no grupo; despir-se de futilidades em nome de uma forma de ser e estar mais genuína…

 

  • O desenvolvimento, a construção e o crescimento assim se conseguem, a canoa de uma vida que percorre um “rio dourado” cujas margens nos revelam uma paisagem única e paradisíaca. Ultrapassar os obstáculos, saber estar e desenvolver um trabalho de equipa onde o nosso é imprescindível, participar e conviver, viver uma experiência só nossa e inesquecível! Aprender e crescer… porque o rio tem correntes e a encosta que sobe é também a que desce, mas é o nosso rio Dourado aquele que ninguém navegará por nós. Uma grande aventura que valeu a pena viver e acompanhar!…

Ao Agrupamento de Escuteiros do Carvalhido (110) – Porto

parabéns pela maravilhosa iniciativa.

Apontamento: No BURLESCO “Escuta, Zé Ninguém!”

~ por ammedeiros em Agosto 24, 2006.

Uma Resposta to “D’Ouro numa Canoa…”

  1. Nem todas as canoas são perfeitas, no entanto tornam-se perfeitas na medida em que nós próprios as construímos. As impertinências da viagem foram tal e qual como as impertinências da vida, nada se consegue sem superar os devidos obstáculos, é tal e qual como começar uma corrida e ultrapassar tudo a fim de chegar á meta. E assim foi com a descida do rio Douro, no qual se ultrapassaram todas as impertinências da viagem, com uma força destemida, de resistir até ao fim, mesmo nas piores condições, pois este é o espírito de aventura e é assim que deve ser. A vida é tal e qual como um rio, o nosso rio Douro que corre sem voltar atrás e que existem correntes e perigos a enfrentar, tal como na vida. Foi sem dúvida uma grande aventura para aqueles que a viveram, tal como eu…

    Lordi

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